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Uma São Paulo (re)nascente

Conheça a Praça da Nascente, uma das iniciativas da cidadania que vêm questionando o valor e a forma de uso da água na maior metrópole do Brasil

Por Vitor Taveira

 

Muitos podem nem imaginar, mas São Paulo é repleta de rios e nascentes. Porém, eles estão ocultos, canalizados, encobertos. Nos últimos anos, uma série de iniciativas começou a questionar o sistema de manejo e a relação da população com a água.

Uma praça virou um dos símbolos desse processo. Em 2013, o coletivo Ocupe e Abrace surgiu em torno da Praça Homero Silva, no bairro da Pompeia, recuperando as nascentes localizadas na mesma e promovendo atividades sociais, ambientais e culturais. Assim, o local passou a ser conhecido como Praça da Nascente.

A água das nascentes foi canalizada para formar pequenos lagos e ajudou a dar vida e ampliar o uso do espaço, que estava quase abandonado, e que agora passou a ser uma área de convívio do bairro.

“Ao longo do ano fazemos mutirões abertos na praça para cuidar das nascentes. Hoje os moradores também cuidam da praça mostrando que não é preciso esperar uma ação do poder público para melhorar o lugar e ter mais qualidade de vida na cidade, basta se reunir com os amigos e pôr a mão na massa!”, diz o corretor de imóveis Adriano Sampaio, integrante do Ocupe e Abrace.

A cada estação do ano acontece ali o Festival da Praça da Nascente, que reúne outros coletivos e iniciativas da cidade que também estão buscando uma São Paulo mais humana e ecológica, ocupando áreas verdes com hortas comunitárias, plantios de árvores, recuperação de nascentes. “Estas iniciativas de coletivos e cidadãos comuns são bons exemplos de que a prática da cidadania é muito importante para ter uma qualidade de vida maior dentro dos centros urbanos”, afirma Sampaio.

E a luta continua. O coletivo está se mobilizando contra a construção de prédios num terreno próximo, que poderia afetar nascentes do próprio terreno e da praça. Saiba mais em: www.pracadanascente.minhasampa.org.br

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