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Conheça os novos movimentos de renovação política do país

Um nova onda - e com novos atores - invade a política brasileira

POR IVAN ZUMALDE

Enquanto o país vive um caos político e social e governos e governantes se mostram  incapazes de dar uma solução para seu povo,  movimentos organizados pela sociedade civil são criados por cidadãos que querem (e vão) mudar a maneira como fazemos política no futuro.  São mentes de mulheres e homens que articulam e fazem acontecer a nova onda dos movimentos de renovação política brasileira. Talvez muitos não sobrevivam e em todos eles ainda falta maior representatividade e presença do maior interessado nessa renovação: o povo. Mas é um caminho que deixará ensinamentos no futuro para a crise de representavidade que vivemos hoje. A Cidadanista fez uma radiografia e conversou com seis movimentos nacionais e um internacional para saber quais as ideias para transformar a política com mais democracia e igualdade social. Conheça e engaje-se, pois o problema não está na política, e sim na falta que nós, cidadãos, fazemos dentro dela. 

Onde você estava em junho de 2013? Quatro anos já se passaram das manifestações das jornadas de junho e muita coisa mudou. Se você participou ou não dos protestos iniciados em São Paulo contra o aumento da tarifa de ônibus – e que depois tomaram o país por outras demandas –, algo hoje é inquestionável: o país mudou, e para pior. Naturalmente não pelas reivindicações dos cidadãos, mas sim por elas terem sido ignoradas e até restringidas,  fato que nos leva a um atoleiro institucional e a uma grande crise de representatividade da classe política no país. É provável que você (nem ninguém) não imaginaria há quatro anos o retrocesso democrático e de direitos que vivemos hoje. Estamos rumo a uma espiral de um buraco sem fundo e não sabemos o dia de amanhã. Mas nem tudo está perdido, e uma olhada para o lado nos leva a duas realidades: a primeira é que participando ou não de movimentos políticos, a sua vida vai mudar  por causa da política e, portanto, é saudável se informar, pois se não participar, outros vão tomar decisões por você. A segunda constatação é ver que o velho ditado “depois da tempestada vem a bonança” começa a dar sinais de que pode acontecer. É cedo para dizer, mas a fila começa a andar, e novos protagonistas querem tomar as rédeas da política nacional para fazer política com as próprias mãos e estão se organizando para que as instituições e os partidos políticos atendam as demandas da sociedade. Afinal, é para isso que elas existem, certo? São movimentos de renovação política surgidos entre 2013 e 2017 e que se somam às centenas de movimentos sociais e coletivos que pressionam o Estado para que cumpram seu papel de agente de todos e para todos. Conheça a seguir seis movimentos e suas ideias para mudar a política nacional.

ENQUANTO ISSO NO CHILE…

Salvo as particularidades entre o cenário político e social de Brasil e Chile, nosso vizinho andino também passa por uma crise de representação institucional que faz surgir novos movimentos de renovação política. Para se ter uma ideia de como os chilenos não se veem representados, as últimas eleições municipais obtiveram a incrível marca de 65% de abstenção da população nas urnas. Somado a isso, o líder das pesquisas para ser o próximo mandatário do país é o ex-presidente de direita Sebastián Piñera, que  caso seja eleito, completará junto com a atual presidente de centro-esquerda Michelle Bachelet um ciclo de dezesseis anos com apenas duas pessoas no poder. Para dar resposta a essa realidade e seguindo uma outra iniciativa uruguaia de coalização partidária, surgiu no Chile o “Frente Amplio”, uma frente única de doze partidos de esquerda e movimentos sociais que busca ganhar protagonismo na cena partidária chilena visando as eleições presidenciais do país do próximo novembro. Para conseguir seus objetivos e levar a cabo sua estratégia de renovação, a Frente Ampla realizou uma consulta popular – prevista no calendário eleitoral – no último dia 2 de julho perguntando quem os chilenos gostariam que concorresse às eleições entre dois candidatos da coalizão. Ao total, 325 mil foram as primárias e escolheram Beatriz  Sanchéz como candidata que já figura como terceira na disputa eleitoral. Tudo ainda é incerto,  e o país, assim como o Brasil, também passa por uma crescente força conservadora (o Chile Vamos, que foi versão de direita das prévias, conseguiu levar mais de 1 milhão de chilenos para confirmar Piñeda), mas a iniciativa da Frente Ampla joga luz no cenário e é um alento de renovação no cenário latino-americano que clama por mudança. 

RAIZ CIDADANISTA

De volta ao Brasil, um grupo de ativistas de esquerda começa a se organizar na esteira das jornadas de junho de 2013. O coletivo adere à Rede e ajuda na criação do partido de Marina Silva, mas durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2014, o grupo se torna independente e cria o movimento Avante entre novembro de 2014 e março de 2015. Na sequência, o grupo idealiza a Carta Cidadanista, um manifesto com princípios que buscam uma cidadania emancipada de todos e para todos em torno do sentido do comum. Mas foi em 8 de março desse mesmo ano, no Dia Internacional da Mulher, que nasce a RAiZ, assim mesmo no feminino, não mais o Partido, mas a Inteira, de inteireza. Nesse dia também são tomadas medidas para transformar a RAiZ em um partido-movimento, nos moldes do Podemos da Espanha. Em janeiro de 2016, dentro do Fórum Social de Porto Alegre é formalizado o partido-movimento com o objetivo de fazer uma alternativa de poder popular frente à  falta de ética e à mercantilização da política. Após e durante esse processo de fundação e fortalecimento do movimento, a RAiZ ganha legitimidade e se estrutura organizativamente em forma de círculos, esferas e teias. Constrói sua platafroma de votação e deliberação democrática chamada teia digital e faz encontros formativos e seminários, além de atividades em redes sociais. Acaba de realizar seu sétimo encontro nacional em Fortaleza e busca, em paralelo, a formalização como partido político. Em outubro de 2016 vê uma de suas fundadoras, Luiza Erundina, concorrer nas eleições municipais de São Paulo em coligação solidária com o PSOL. Derrotada, Erundina se filia ao PSOL para cumprir sua cadeira de deputada federal, mas segue próxima ao movimento. Após as campanhas municipais, a RAiZ se reorganiza e foca sua atenção no fortalecimento dos círculos com a população permanecendo fiel na sua vocação de transformar o país seguindo três valores fundamentais: Ubuntu, Teko-porã e ecossocialismo.

RAIO-X DOS MOVIMENTOS:

 

Entrevista com: JOSÉ MARCELO ZACCHI

Nome oficial do movimento:

Nova Democracia

Fundação: 2017

Sobre o movimento:

O Nova Democracia nasceu de encontros entre indivíduos preocupados com a produção de novas ideias, atores e programas capazes de construir bases para
um novo percurso virtuoso da política brasileira.

Descreva a principal proposta/diferencial do movimento:

Pretende dar tração às iniciativas convergentes de grupos e indivíduos de distintos campos e com variadas filiações políticas engajados num mesmo pleito por uma reforma política que nos leve a um sistema mais funcional e republicano. Trata-se de um esforço de constituição de um espaço compartilhado para o debate aberto a novos atores e à reapropriação pela sociedade, rompendo o monopólio das cúpulas partidárias e das redes de lealdade que nos trouxeram até aqui. Desse debate nascem propostas para a redução da fragmentação partidária, o saneamento do financiamento eleitoral e a promoção de condições igualitárias de disputa política.

Como e por que o movimento pode ajudar
o país a sair da atual crise política?

O Brasil viveu nos últimos trinta anos um ciclo notável de democratização política combinada com avanços sociais, econômicos e institucionais reconhecidos. Esse saldo, francamente positivo no longo curso, contrasta hoje com as evidências claras de esgotamento de agendas, das capacidades de realização pública, do funcionamento do sistema político. Face a esse panorama, é evidentemente urgente o revigoramento da representatividade, credibilidade e funcionalidade das instituições democráticas. Neste sentido, o Movimento Nova Democracia busca propor um novo espaço de ação em favor do aprimoramento da nossa vida política. Parte para isso da reunião de novas lideranças públicas de setores de atuação e preferências políticas variadas, em torno do sentido comum da construção de uma arena democrática qualificada como condição para o alcance de novas conquistas coletivas. Um espaço aberto e plural, abrigando pessoas de uma geração formada sob um país democrático e capaz de produzir avanços partilhados.

Como o grupo analisa a conjuntura futura
do país até o final de 2018?

Há vasto consenso sobre o imperativo de aprimorar nosso modelo de eleições legislativas, conter a fragmentação do sistema partidário, aperfeiçoar os modos de financiamento eleitoral, reduzir a exposição à captura por interesses privados, ampliar os meios de participação, transparência e controle social na vida pública. Em outro plano, também sobre a premência de renovar o sentido republicano nas instituições e na gestão pública, desfazer barreiras para o envolvimento renovador de cidadãos e da vida pública, retomar o curso de afirmação de uma esfera pública aberta, plural e efetiva na interface regular entre cidadania e política. O histórico de avanços, no entanto, é francamente tímido diante das demandas, enquanto a percepção de aprofundamento
delas segue crescente.


Entrevista com: ANA LUCIA MARCHIORI

Nome oficial do movimento:

Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista, denominada #MAIS (o movimento aderiu recentemente ao partido PSOL)

Fundação: 2016

Sobre o movimento:

Pertencemos a diferentes gerações, somos veteranos e jovens, mulheres e negros, LGBT’s, professores e indígenas, operários industriais e da construção civil, petroleiros e estudantes, ativistas e dirigentes sindicais que constroem a CSP-Conlutas, trabalhadores da saúde e do transporte, desempregados e intelectuais, funcionários públicos e terceirizados. Acreditamos que a postura dos revolucionários diante da reorganização da esquerda deve ser firme, porém paciente.

Descreva a principal proposta/diferencial do movimento:

Pensamos que a simples apresentação de um programa revolucionário não é o bastante para construir uma organização marxista. Não superaremos a marginalidade com um programa que os trabalhadores não estão dispostos a abraçar ou que, às vezes, nem sequer compreendem.

Como e por que o movimento pode ajudar o país a sair da atual crise política?

Acreditamos que os socialistas devem estar na primeira fileira do combate ao machismo, à lgbtfobia e ao racismo; vemos a revolução socialista, em primeiro lugar, como processo de autoemancipação dos trabalhadores e com a classe operária à sua frente. Queremos uma organização em que não haja lugar para os arrivistas, os oportunistas, para aqueles que querem obter vantagens e benefícios pessoais. Queremos entre nós os despojados de pretensão, os desapegados de ambição, os desprendidos de vaidade.

De que maneira o movimento se relaciona e se comunica com a sociedade?

Queremos construir uma organização que resgate a grandeza e a integridade do projeto socialista; uma organização que seja digna da memória daqueles que vieram antes de nós e entregaram suas vidas na luta pela igualdade social; uma esquerda revolucionária não dogmática, que não se acomode nas poltronas de couro dos gabinetes parlamentares, mas que combata também o corporativismo e o burocratismo dos sindicatos, que priorize a luta direta das massas, que dialogue com a ampla camada de ativistas surgida no último período, que seja capaz de inspirar confiança e esperança novamente. 

Quais as principais atividades do movimento?

Estamos localizados nas principais lutas da classe trabalhadora, atuamos nos sindicatos, na CSP-Conlutas, nas escolas e entidades representativas da juventude, participamos hoje da Frente Povo Sem Medo. Atuamos em cursinhos populares, nos movimentos índigenas, de negros, mulheres e LGBTs.

Como o grupo analisa a conjuntura futura do país até o final de 2018?

Vivemos hoje uma conjuntura dinâmica, estamos ainda diante de um futuro incerto, e a crise política do país ainda não nos permite fazer um prognóstico do futuro. Temer não renunciou, seu único objetivo agora é fazer sua própria defesa jurídica. Ninguém o sustenta: nem a classe dominante, nem a grande imprensa e, muito menos, o povo.



Entrevista com: LEANDRO MACHADO

Nome oficial do movimento: Agora!

Fundação: 2016

Sobre o movimento: O Agora! é formado por um grupo diverso de brasileiras e brasileiros realizadores, com perfil político e técnico (por volta de 30-45 anos), de vários setores da sociedade — somos servidores públicos, empreendedores, líderes empresariais, acadêmicos e ativistas. Nossos membros possuem experiência e reconhecimento em suas áreas de atuação e prezam pela integridade e pelo engajamento cívico.

Descreva a principal proposta/diferencial do movimento:
Agora! é uma resposta às forças polarizadoras radicais, autoritárias e intolerantes, que ameaçam fazer com que nosso país ande para trás.

Como e por que o movimento pode ajudar o país a sair da atual crise política?

Mais do que nunca, os brasileiros precisam de líderes com coragem. Há poucas referências desse tipo de liderança hoje em nossa sociedade, e nossa geração precisa criar um novo modelo de sucesso que inspire os batalhadores do Brasil. Estamos empenhados em reinventar a política no século XXI, com ações políticas consistentes com a sociedade contemporânea e construindo diálogos e parcerias entre múltiplos atores para melhorar as políticas públicas e a vida das pessoas.

De que maneira o movimento se relaciona e se comunica com a sociedade?

O Agora! quer dialogar com os batalhadores do Brasil, os brasileiros que lutam contra todas as adversidades e têm atitude empreendedora. Queremos engajá-los na construção de uma nova visão e agenda de longo prazo para tornar o Brasil mais humano, simples e sustentável.

Quais as principais atividades do movimento?

1) ESCUTAR: Vamos conversar com a sociedade brasileira e ouvir os anseios de quem está disposto a repensar o Brasil.

2) PENSAR: Vamos desenvolver e conectar propostas concretas de políticas públicas que melhorem a vida das pessoas e articular uma agenda para o Brasil do futuro.

3) FALAR: Vamos participar ativamente do debate público e propagar nossa visão como grupo.

4) ATUAR: Vamos influenciar a tomada de decisão de políticas públicas em prol das prioridades criando sinergia entre atores relevantes. O grupo também já está trabalhando na identificação de prioridades – e vai compor uma agenda de longo prazo para o Brasil com propostas concretas ao longo dos próximos doze meses, com debates reais e virtuais com a população.

Como o grupo analisa a conjuntura futura do país até o final de 2018?

Dado o contexto atual, é muito difícil fazer prognósticos. O que sabemos é que estamos numa gravíssima crise de valores, política e econômica. A sociedade precisa reagir, com a força e a firmeza que o momento requer, para mudar práticas e velhas ideias que dominam o espaço público.


AS PRINCIPAIS PROPOSTAS DE:

O movimento propõe eleger ativistas e oxigenar a política institucional promovendo princípios e práticas colaborativas e pedagógicas. A Bancada ajudou a eleger a vereadora Samia Bonfin (PSOL) em São Paulo e hoje tem como uma de suas principais bandeiras a defesa das candidaturas  independentes

 

Candidaturas independentes

As candidaturas cívicas ou independentes são um mecanismo que permite que indivíduos sejam candidatos a cargos eletivos sem precisarem estar filiados a um partido político. Ou seja, é uma forma de romper o monopólio de representação hoje detido pelos partidos políticos.

Não é uma negação da importância dos partidos, mas um reconhecimento de que eles têm limitações. A realidade dos partidos hoje tem uma dinâmica interna que impede a reoxigenação: no geral, os partidos ficam presos aos mesmos nomes e às mesmas formas de fazer política.Além disso, há pessoas com enorme potencial para fazer uma diferença positiva na política e que não se sentem atraídas pela lógica partidária. A Bancada está iniciando um trabalho pela mudança da legislação visando permitir candidaturas cívicas ou independentes e também regulamentar para que sejam efetivas. Nesse sentido, o caminho é o que podemos chamar de “Lista Cívica”, algo que já existe em outros países do mundo, como na Espanha. O seu funcionamento consiste da seguinte dinâmica: candidatos independentes podem se juntar em Listas Cívicas, apresentadas previamente à justiça eleitoral, que permitem que a somatória de votos de todos os candidatos de uma Lista Cívica possa ser contabilizado como quociente eleitoral e assim o(s) mais votado(s) sejam eleitos. A contagem de votos de uma lista funciona da mesma forma que a contagem de votos de um partido ou coalizão, garantindo um equilíbrio na possibilidade de eleição de candidatos independentes.

… e o que a Bancada faz?

Bancada Escuta

Série de diálogos abertos, em espaços públicos, nos quais o movimento convida ativistas de diversas temáticas e territórios para discutir como a política institucional se relaciona com sua atuação. Foi realizado apenas um até o momento, e a intenção é promover um a cada mês.

Boteco Ativista

Para construir um espaço de engajamento e integração mais informal, a Bancada criou o “Boteco Ativista”, que basicamente são momentos em que os integrantes do movimento se encontram em algum boteco pela cidade para trocar ideias sobre política e também outros assuntos. O “Boteco Ativista” se mostrou muito importante para estreitar laços de quem já estava envolvido.

O movimento propõe a realização de prévias entre candidatos dentro do campo progressista para as eleições presidenciais de 2018. O Quero Prévias também estimula e articula atores políticos e sociedade civil por mais democracia, direitos e igualdade em torno do processo de escolha de candidatos

O movimento procura buscar uma energia e uma disposição para a ação depois do afastamento da presidente eleita Dilma Rousseff e de eleições municipais de resultados desastrosos para o campo progressista. A iniciativa entrou no radar de movimentos sociais, coletivos, partidos, cidadãs e cidadãos. Na conjuntura atual, está longe de ser pouco.

O ambiente político se encontra de tal maneira conturbado que é difícil saber como o campo progressista irá, afinal, se reaglutinar. A conjuntura muda tanto e tão rápido que pode ser que uma proposta como a do #queroprevias acabe se tornando em determinado momento uma saída para evitar uma guerra selvagem e sem vencedores pela hegemonia no campo progressista.

Reuniões da iniciativa desde o final do ano passado apontaram para a necessidade de o #queroprevias criar o espaço de disputa organizada que pretende ser. O movimento quer construir um programa para o campo progressista que seja gestado em um longo período de tempo, no debate entre todas as forças que se identificam com o campo. Os grandes acordos têm de começar de baixo, o programa político começa de baixo e não pode ser assunto apenas durante algumas semanas de eleição. O programa de um campo tão amplo como o progressista precisa de tempo para surgir. E os nomes que vão carregar esse programa precisam se submeter a um escrutínio longo, de muitos meses. Há um fosso entre a sociedade e a política dos políticos. O #queroprevias quer diminuir esse fosso, colocando frente a frente os dois lados. Pretende estimular a realização por todo o país de conversas das quais participem cidadãs e cidadãos, organizações da sociedade civil, movimentos, partidos, coletivos.

… e o que o #quero faz?

Em 15/5, o movimento organizou o primeiro de uma série de encontros temáticos. O evento foi na Casa do Povo, em São Paulo, e participaram, debatendo o tema “Trabalho no século XXI, Ademilson Terto da Silva (secretário de Relações do Trabalho da CUT/SP), Fernando Haddad (ex-prefeito de São Paulo pelo PT), Marcelo Freixo (deputado estadual pelo PSOL), Monique Evelle (fundadora da rede Desabafo Social), Monique Prada (presidenta da Central Única das Trabalhadoras e Trabalhadores Sexuais), Ruy Braga (professor de Sociologia da USP) e Tatiana Roque (professora do Instituto de Matemática da UFRJ e presidente da Associação dos Docentes da UFRJ).

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