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Podemos fazer algo?

Um Interregno de Mundo e um Chamado para a construção de Sociedades Resilientes.

Por Thomas Enlazador

Leviano seria dar respostas que apontem soluções efetivas a curto e médio prazo. A sensação é de um vazio ativístico. Chega a furar nossa alma. Mas que diabos aconteceu para chegarmos nesse opaco Brasil que beira um conto de ficção, onde se estableceu uma política insólita e uma sociedade catatônica?

VIVEMOS UM INTERREGNO e uma oportunidade de crescer no ápice da crise, um interregno de eras, o intervalo entre reinados, um momento onde tomar decisões ou prever o que irá acontecer não é prudente e possivelmente, será distinto daquilo que imaginávamos. Aliás, quem sonharia, no seu pesadelo mais medonho, com um cenário bizarro como este?

Perdemos a curva da sustentabilidade, ela já passou, já foi ! O planeta e os seres viventes fundamentais para a manutenção da Biosfera, fauna e flora, agonizam e estão em plena marcha de extinção. Agora, nesse Interregno, e me refiro a esse (entre mundos) no contexto da sobrevivência com os recursos básicos que estão sobrando para as próximas eras, nosso desafio para mantermos pontos minimamente harmonizados para as próximas gerações será um constante, disciplinado e escalonado trabalho para à edificação de sociedades resilientes.

Reflita agora e se pergunte se nessa temerosa conjuntura, temos alguma chance de transcender rumo a uma auspiciosa consciência coletiva e disruptiva? Os caminhos obscuros dos nossos referenciais neoliberais, baseados no medo e na luxúria, competição e posse, escassez, poder manipulador e dinheiro, precisam ser encarados e transcendidos gradativamente, substituídos por novos marcos de significância espiritual, humanitária, amorosa e cooperativa. Um novo projeto civilizatório rumo a uma Nova Era, Era essa que ainda não chegou, precisa ressonar.

Mas como focar nossa energia nessa cocriação, sensibilizar políticos, cidadãos e cidadãs, coletivos, redes, partidos e movimentos de base social para abraçar e pôr em uma marcha prática e constante rumo à resiliência planetária ?

Algumas ações práticas que uma parte significativa do leitor cidadanista já adotou mas faz-se necessário intensificar nesse Interregno:

1- Produção e armazenamento de energia renovável;

2- Produção de alimentos e armazenamento de sementes crioulas e, nas compras, consumo crítico e consciente boicotando as Tinrs – Transnacionais Involutivas Não;

3 – Ocupar, resistir e permaculturar terras férteis, com especial atenção às nascentes d’água

4 – Investir pesado e estudar profundamente as tecnologias, ferramentas e maquinários opensource;

5 – Mapear comunidades tradicionais, territórios indígenas e áreas de relevante biodiversidade, criando alianças e integrando as lutas de base para defesa e ocupação de territórios;

6 – Diluir o papel de determinadas lideranças (para evitar o mapeamento e ataques) e criar um novo design social mais inclusivo, conectado e participativo para coletivos que estão na resistência ativa;

7 – Fortalecer o espiritualtermundismo, conectando política com espiritualidade e propiciando que nossas crenças pagãs, xamânicas,crísticas, indígenas, macumbeiras, ayahuasqueras, amorismos, ufologistas, espiritualistas etc. possam se integrar e ajudar na proteção e edificação das nossas frentes mais auspiosas e desafiadoras de sincronização biosférica;

8 – Hackear o sistema nas mais distintas formas, seja na utilização de software livre, tecnologias sociais, cooperativas de crédito (enquanto existe) economias, moedas, bancos livres e outras ações que não convêm explicitar por aqui;

9 – Questionar, ocupar e resistir à lógica do capital privado, transformando espaços ociosos e especulativos em assentamentos humanos sustentáveis;

10 – Transgredir e desobedecer ações de desobediência civil são bem-vinda e necessárias em tempos que ditadores tomam o poder e que a democracia participativa vive o ápice da sua ruína;

11- Retomar diálogos e ações conjuntas entre movimentos das maiorias como sem-terra, campesinos, agroecologistas, midialivristas, hackers livres, ecossocialistas, indigenas, quilombolas, ribeirinhos, arte-educadores, Sem-tetos, LGBTs, negros, ambientalistas, permacultores, bioconstrutores e outras frentes que estão ocupando espaços de resistência e fazendo uma frente fundamental neste Interregno de Eras.

Tem mais, muito mais….. Complete, difunda, pratique e fortaleça o que podemos semear e cuidar, instigando novos laços de cooperação em um possível reencontro de frentes mais amplas, organizadas, encantadas, resilientes e propositivas frente à crise paradigmática que vivemos.

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