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Entrevista: Marina Helou

Depois de votação importante conquistada em 2016, Marina Helou, (Rede) quer conquistar uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo contra a hegemonia masculina

Por IVAN ZUMALDE

Você tem trajetória de ativismo social, empreendedorismo e trabalhou com inclusão em empresas como a Natura, mas há alguns anos se dedica também à política institucional. Acredita que a política é o melhor caminho para transformar a sociedade?
Sim, acredito. A atuação de organizações da sociedade civil e as empresas têm um papel fundamental na transformação da sociedade, porém o alcance que o Estado tem para transformar a sociedade é mais amplo. Acredito em uma articulação constante entre todas as diferentes formas de atuação na sociedade e, em muitos lugares, a inovação e a dinâmica social são maiores do que na política. Mas , neste momento, acho fundamental minha atuação no governo e por isso em candidatei novamente.

No seu perfil das redes sociais diz que sua preferência política é “moderada”. Acredita que o rótulo de esquerda ou outro não te representa?
Eu nem sabia que tinha essa informação assim nas minhas redes sociais! É verdade. Eu acredito que a forma que usamos os rótulos direita e esquerda são profundamente anacrônicos. Que é nosso desafio enquanto geração desenhar um novo modelo de desenvolvimento, que seja sustentável e inclusivo. Que tenha prosperidade para todas as pessoas, liberdade, respeito ao meio ambiente e equidade social.

Você recebeu votação importante (16.212) na última eleição para vereadora e quase foi eleita. Nos fale como foi a campanha e o que traz de experiência para concorrer ao cargo de deputada estadual neste ano?
A campanha foi incrível, de muita entrega e aprendizado. Acho que os bons resultados que a gente teve foi em virtude do compromisso e dedicação e também por apresentar uma proposta que fazia sentido para a sociedade com uma nova forma de fazer política, descomplicando o próprio fazer político e trazendo pautas significativas. E tudo isso foi importante para a campanha de deputada estadual que estamos vivendo. Já sabemos como fazer um planejamento e como atuar.

Qual sua expectativa para eleição e qual sua principal proposta? Como é a parceria com a também candidata Duda Alcantara?
Minha expectativa para a eleição é a melhor possível. Acredito que é possível ser eleita e vamos trabalhar para isto! Minha principal proposta é estabelecer um mandato inovador com a participação do cidadão, abertura da Alesp e tecnologias sociais interessantes e divertidas de participação. Minhas principais pautas são: primeira infância, água e saneamento básico, segurança pública e gestão fiscal. A minha parceria com a Duda já vem nesse sentido de pensar novas formas de ser fazer política. Quando a gente já vê os modelos tradicionais de dobrada, que é uma lógica financeira e eleitoral, a gente se propôs a fazer diferente. Então, enquanto a Duda é candidata a federal, eu sou candidata a estadual; nós vamos assumir propostas conjuntas em âmbito federal e estadual de forma transversal. Além disso, faremos uma campanha em conjunto em recursos também. Fazer junto é mais legal.

Nos conte como é a rotina partidária da Rede Sustentabilidade? Como é sua forma de atuação dentro do partido e o que diria para quem quer se filiar a alguma legenda?
A Rede é um partido muito pequeno. Com o ônus e bônus disso. É muito recente, de 2013 e o ônus é que tem bastante desorganização, tem pouquíssimas pessoas para fazer muitas coisas e não tem recursos, o que acaba sendo um limitador bem grande tanto para a construção do partido, quanto para viabilizar as candidaturas. O bônus é porque tem muito espaço para elaborar em um partido que quer construir um país. Dentro da Rede você tem espaço para colocar pautas e propor fazer diferente. Tem uma intenção genuína e horizontal, com propostas diferentes e um partido voltado para um novo modelo de desenvolvimento. Em relação às pessoas que queiram se filiar, o que eu falo é que a Rede é um modelo inspirador e afirmo que participar da política também é fundamental nesse momento, seja se filiando ou não.

O país teve uma presidenta que sofreu um processo de impeachment. Na sua opinião, ela sofreu esse processo também por ser mulher? Como as mulheres podem conquistar mais protagonismo na política?
Acho que vários elementos foram exarcebados por ela ser mulher, na forma do tratamento e em como a sociedade encarou o processo. Era muito claro esse recorte de gênero no modo como ela foi tratada. E é em razão dessa questão de gênero, que as mulheres devem ter mais protagonismo no processo eleitoral. São muitos os mecanismos para isso, como combate a candidaturas laranjas, cotas, mas a forma mais concreta é uma só: o voto. Conscientizar que precisamos votar mais em mulheres.

Como espera engajar as pessoas e mobilizar uma população que não acredita no voto e está desacreditada nos políticos?
É a grande chave dessas eleições. É a grande pergunta para todos os candidatos, mas principalmente para o país, pois existe uma perspectiva de que as pessoas deixem de votar, votem em nulo e branco. E isso vai fortalecer as pessoas que estão atreladas a quem tem cargo e estão nos espaços de poder. Pretendemos ir à rua para debater isso. Precisamos trabalhar essa mensagem de que votar em mulheres, em gente nova e em gente boa é a única forma de melhorar nossos representantes.

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